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 tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM

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Margaridaa'

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sex 16 Abr 2010, 12:50

ai, quero o próximo. :3
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kiikaa.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sex 16 Abr 2010, 13:25

gosteeeeeiiii imenso babe keep it , & love you so muchhhh !!
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 17 Abr 2010, 11:03

DESCUUUUUUUU(...)LPAAAa pelo super atraso

finalmente estou é para ver depois o que ela vai fazer... se depois o vai dar para trás...

maissss
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Cate

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 17 Abr 2010, 14:44

ai ai ai adoroooo
mais mais mais tá a ficar intenso *-*
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catz.
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 17 Abr 2010, 15:19

obrigada meus amores ++

Capítulo VII

Apesar de ter ouvido, Sophie preferiu não responder. Não sabia o que dizer e caso fosse pelo o que coração lhe transmitia naquele momento, só o iria magoar. E mesmo estando interiormente furiosa com ele, não tinha coragem de lhe afligir dor assim, sem mais nem menos. Afastou-se do pescoço dele, para deslizar rapidamente os lábios para junto dos dele e voltar a beija-lo sem autorização, com todo o desejo que ardia fogosamente dentro de ambos. Por sua vez, Tom circundar a cintura dela com as mãos grandes e puxou-a para si, enquanto a empurrava para cima da cama. Deitou-se sobre ela e num movimento rápido e experiente, tirou-lhe o top. Ela sorriu perversamente, olhando-o nos olhos. Não havia muito a pensar, ele tinha-lhe ensinado isso. Que quando duas pessoas queriam a mesma coisa, podiam ir por todos os caminhos, mas acabavam ali, onde eles estavam. Puxou-o pelo colarinho da t-shirt larga para voltar a beijá-lo na boca e levantou-se a camisola, relembrando para si como aquelas peças de roupa eram completamente inúteis e chatas em alturas como aquela. Empurrou-o, fazendo-o cair ao seu lado na cama e inverteu as posições, ficando por cima. Removeu-lhe então, finalmente, a t-shirt e percorreu o seu tronco com as mãos macias. Sentiu-o contorcer-se com arrepios e sorriu, ao ver que o seu toque ainda o afectava daquela maneira. Aproximou-se o suficiente para lhe sentir a respiração e deu-lhe um beijo molhado no lábio inferior, mordiscando o piercing, para depois o ver fechar os olhos enquanto depositava pequenos beijos pelo seu peito abaixo. Não demorou a traçar linhas molhadas pelos seus abdominais, ouvindo-o gemer baixinho. Sentiu as calças do guitarrista ficarem um pouco mais compostas e riu-se, sonoramente ao voltar a cruzar o seu olhar com o dele.
- Não tem piada! – ele barafustou para com ela, observando alguma elevação nas suas zonas baixas – a culpa é tua.
- Sim, eu sei. – ela confirmou secamente, parando de rir para lhe desapertar as calças de ganga. Ele fechou os olhos, não sem antes morder o lábio e agarrar a cintura da rapariga. Tal como as dele, as calças dela não demoraram a sair, sem aviso. Ele levantou-se rapidamente, fazendo-a embater na parede fria e sentiu-a arrepiar-se entre os seus braços. Apesar de tentar voltar a alcançar a cama, Tom encurralou-a entre si e a parede e beijou-lhe o pescoço demoradamente, enquanto se tentava ver livre das alças do soutien negro que ela usava e descia com os beijos até ao peito dela. Ouviu-a gemer quando tratou de lhe arrancar a maldita peça de roupa interior e a atirou para lugar incerto, pelo quarto. Enquanto as mãos dela desciam pelas suas costas, arranhando-as levemente, ele viu-se livre da última peça que a morena ainda tinha no corpo. Sentiu as mãos dela entrarem dentro dos seus boxers, apalpando-lhe o rabo para lhos remover a seguir. Assim que ambos se encontravam nus, ele entrou dentro dela, sem medos, repleto de certezas que ela também o desejava. Ela afastou-o e ele olhou-a confuso, mas depressa percebeu quando a rapariga se aproximou da mesa-de-cabeceira dele e tirou um preservativo, atirando-lho de seguida.
- Que foi ? – ela perguntou ao vê-lo rir – ainda sem onde estão as coisas. Como vês, continuas igual. – afirmou, enquanto o via colocar a protecção e se lançava novamente sobre ela, regressando à posição inicial. Os gemidos tornaram-se mais audíveis quando Sophie resolveu dominar a situação e colocar-se sobre ele, aumentando a velocidade dos movimentos. Observou as caras que ele fazia e riu-se interiormente. De facto, naquele ponto, ele não tinha mudado mesmo nada. Os olhos de ambos penetravam-se de uma maneira única, como se a única razão pela qual estivessem juntas, fosse aquela. Era algo selvagem, como nunca tinham chegado a fazer. Ela sabia bem o quanto ele a desejava, ela sentia. Ele não desviou o olhar um momento, não deixou de lhe tocar por um segundo que fosse. Se havia algo que Tom realmente sabia fazer e nem ela nem ninguém o podiam negar, era despertar o desejo numa mulher. Assim que atingiram o orgasmo, ele desfaleceu sobre ela, tentando acalmar a respiração. Acabou por se deitar ao seu lado, elevando um pouco o corpo para a ver desviar o olhar. Assim que deixou de engolir o ar de uma maneira demasiado sôfrega, ela levantou-se. Procurou a sua roupa interior pela confusão do chão do quarto do de tranças e vestiu-a, novamente sem o olhar. Por sua vez, ele deixou-se cair de costas na cama e suspirou, revivendo os minutos passados. O sexo era melhor que antes, sem comparação. Mas o carinho, o amor e a cabeça dele estavam noutro sítio. Não podia negar que a queria, mas não sabia até que ponto as coisas conseguiriam voltar ao que eram. Por momentos, chegou a sentir-se usado. Mas resolveu nem sequer pensar dessa maneira, pois caso contrário, só estaria a passar por aquilo que a tinha feito passar a ela no passado.
- Sophie.. – ele chamou, hesitante – podemos falar ? Eu sei que já passou muito tempo desde a última vez que falamos neste assunto, mas..
- Não quero falar sobre isso, Tom. – ela esclareceu firmemente, ainda de costas voltadas para ele. Pegou na camisola e vestiu-a, sentando-se na ponta da cama depois.
- Mas eu queria pedir-te desculpa. – ele continuou, como se ela não tivesse interrompido – afinal, eu usei-te de uma maneira que não devia ter feito. Tratei-te como uma outra qualquer, quando na verdade não era isso que sentia. – engoliu em seco e aproximou-se dela – desculpa Sophie.
- Não preciso nem quero as tuas desculpas para nada. – ela constatou calmamente, levantando-se antes da mão dele conseguir alcançar a sua – é passado, e nada do que digas vai poder mudar aquilo que eu senti.
- Por isso é que te estou a pedir desculpa. Porque embora não consigas esquecer o passado, eu quero que me perdoes no presente.
– ele voltou a suspirar, levantando-se também e vestindo os boxers azuis.
- Devias esquecer isso. No fim de contas, é o melhor para ambos. E além disso, não vale a pena.
- Sophie.. por favor. Desculpa-me.
– quase implorou, aproximando-se o suficiente dela para a voltar a encostar à parede – eu era só um rapaz sem cabeça.
- E eu era só uma rapariga apaixonada.
– ela finalizou, afastando-o pelos ombros para apanhar as próprias calças dos chão e as vestir – e chega.
- Eu não te esqueci.
– ele disse sem a olhar, enquanto a via vestir as calças e calças os botins – eu nunca te esqueci. – esforçou-se para salientar o ‘nunca’ e olhou-a nos olhos, assim que possível. Apesar de ter ficado bloqueada e sentir-se presa aquele quarto, a morena sabia que tinha de sair. Sabia que ele não a poderia magoar novamente, que ela não conseguiria aguentar. Ele aproximou-se timidamente e ajoelhou-se à frente da ex-namorada, erguendo o seu queixo para depois colar os seus lábios aos dela, num beijo diferente, onde os sentimentos não conseguiam ser escondidos. Num primeiro impulso, ela respondeu. Deixou-se tocar novamente pela língua dele, assim como pelas suas mãos, que agora a puxavam para si, para um abraço ternurento. Mas ela não podia esquecer o passado, não assim tão facilmente. Não naquele momento, depois de umas horas demasiado sexuais. Afastou-o pelo tronco despido e levantou-se.
- Onde vais ? – ele perguntou magoado, olhando-a. Ela apanhou a sua mala, assim como o casaco que vestiu imediatamente e amarrou o cabelo, acabando de se ajeitar ao espelho – Sophie?
- Embora. – ela replicou quase sem voz, saindo imediatamente do quarto.

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Cate

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 17 Abr 2010, 15:29

desejo, sexo, e depois xau xau maria ivone! ahahahaha
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kiikaa.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 17 Abr 2010, 16:00

quem usa será usado. [:
bem-feita, Tom! ó.ó grandeee mulher !! (:
continua amor , 8D
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Margaridaa'

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 18 Abr 2010, 07:36

kiikaa. escreveu:
quem usa será usado. [:
bem-feita, Tom! ó.ó grandeee mulher !! (:
continua amor , 8D
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 18 Abr 2010, 09:35

uiii bem feita Razz

mais!!!!
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 18 Abr 2010, 12:09

Margaridaa' escreveu:
kiikaa. escreveu:
quem usa será usado. [:
bem-feita, Tom! ó.ó grandeee mulher !! (:
continua amor , 8D

exacto xD
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sex 23 Abr 2010, 10:13

mais um.
thanks :3


Capítulo VIII

Apesar do seu corpo quase exigir que ficasse sobre a cama, ele levantou-se. Abriu a porta do quarto e voltou a chama-la, vendo-a fechar a porta da saída. Esperou que ele descesse as escadas e se aproximasse.
- Sim ? – ela olhou-o, embora soubesse que era um erro olhar aquele rapaz nos olhos. Se naquele momento ele quisesse mesmo muito, ela não conseguiria ir. A maneira como ele conseguia hipnotizar alguém, como conseguia captar alguém a partir de um simples olhar chegava a ser irreal – diz Tom.
- Não me despedi. – ele disse carinhosamente, rindo depois. Ela riu também, seria estúpido não o fazer. Ele voltou a aproximar-se e envolveu a cintura dela com os braços. Colou-a ao seu corpo ainda quente e ouviu-a soltar um gemido seco e inocente – além disso, costumo ser eu a mandá-las embora.
- Em mim não mandas, sabes isso. – afastou-se, embora só ela soubesse o quanto aquilo que custava. Ter de o sentir para o manter longe deixava-a impaciente, chateada até – adeus.
- Até à próxima. – ele brincou, voltando a puxá-la para si e beijando-a de novo. Se nos primeiros segundos ela não correspondeu, tratou de o fazer intensamente logo que sentiu as mãos deles apalparem o seu rabo. Mordeu-lhe o lábio e o piercing, passando depois a língua enquanto um sorriso nascia nos lábios de ambos.
- Até à próxima. – repetiu, saindo de casa dele. Assim que a porta se fechou na sua cara, abanou a cabeça. Não queria acreditar que tudo aquilo tinha acontecido. Que ela tinha sido novamente sua, nem que fosse apenas por umas horas. Mordeu o lábio ao relembrar o toque dela pelo seu corpo, ao relembrar a maneira como as suas curvas o deixavam tão louco de desejo. Lembrou-se do seu olhar penetrante e da personalidade forte e teimosa, que o levava muitas vezes a dar em louco. Lembrou-se dela, do namoro deles e da maneira como a tinha magoado. Mas isso magoava, por isso, preferiu esquecer e ficar apenas com as memórias sexuais que tanto prazer lhe davam.
Resolveu não se deixar levar por pensamentos demasiado carnais, visto que não queria ter de resolver os problemas de uma maneira demasiado..singular. Voltou para o quarto e deixou-se cair em cima da cama quase desfeita e abraçou a almofada, voltando a sentir o cheiro frutado do perfume da rapariga, misturado com o seu cheiro bastante masculino. Riu-se e puxou o lençol para cima de si, fechando os olhos e adormecendo cansado.

Era quase quatro da tarde quando ele acordou no dia seguinte. Estava transpirado, cansado e com fome. Precisava de uma nova noite de sono, de uma boa dose de comida e, definitivamente, de um bom banho. Afastou os lençóis e levantou-se ensonado, coçando os olhos e bocejando. Abriu a porta da casa-de-banho e entrou, ligando de imediato a água para que aquecesse e entrando no banho. Sentir a pressão da água em cima de si, fazia-o sentir vivo, quente, relaxado. Pegou no shampoo especial para tranças e lavou-as, não querendo saber dos gritos que ouvia no andar de baixo, provenientes quase de certeza do seu querido irmão. Viu-se livre da espuma que tinha na cabeça e pegou no gel de banho. Tinham passado cerca de vinte minutos, quando o guitarrista desceu as escadas ainda em boxers, vendo o irmão bastante atarefado na cozinha.
- Então Billocas, resolves-te aprender a cozinhar? – gozou, sentando-se numa cadeira e puxando uma taça que encheu de cereais e leite – a minha comida não é assim tão má.
- Cala-te estúpido! – o gémeo insultou, enquanto dava pequenos saltinhos por ter finalmente encontrado uma panela. Ligou o lume e encheu o objecto de água, colocando-a a ferver depois – vamos ter um almoço.
- O Gustav e o Georg nunca se importaram de comer pizzas e frango assado. – ele riu-se com a boca cheia, cuspindo pequenas gotas de leite agora achocolatado quando viu o irmão pegar num pacote de arroz – tu não vais cozinhar isso!
- Vou sim! Porquê? Achas que só por ser cantor não sei fazer arroz? Claro que sei! – impôs-se firme e olhou as instruções no pacote plastificado – além disso, não pode ser assim tão difícil.
- Mas porque raio é que hoje não te apetece pizza? – o de tranças tentou perceber, enquanto colocava mais leite por cima dos cereais.
- Não vou dar pizza e frango assado à minha namorada e à Sophie! – ele respondeu indignado – parece mal.
- Sophie? Ela vem cá ? – questionou enquanto tossia, tentando que o leite descesse pelo canal certo – porque é que não me avisas-te?
- Porque não era suposto ser assim. Ela tinha-me convidado para ir conhecer o novo apartamento dela, mas como eu tinha combinado ir almoçar com a Britanny, resolvemos juntar tudo. – sorriu, despejando o pacote de arroz dentro da panela e mexendo – ajuda-me lá com o almoço Tom.
- Eu ? – o mais velho riu – eu só sei fazer massa e congelados. Além disso, tenho de me ir vestir, afinal de contas temos convidadas para almoçar. – riu ainda mais, acelerando o passo para o quarto assim que viu o irmão preparar-se para o obrigar a ajudar na cozinha. Bill ainda tentou resmungar com o irmão, mas sabia que não valeria de nada. Voltou a concentrar-se na embalagem de arroz, esforçando-se para perceber o que deveria fazer a seguir.
Não tardou muita a ouvir a porta tocar. Correu para ela, ainda com o avental colado ao corpo e abriu-a, visualizando de imediato as duas raparigas. Deixou que os seus olhos deslizassem envergonhadamente pelo corpo de Britanny, enquanto esta lhe rodeava a cintura com os braços e se colocava em bicos de pés, para lhe beijar os lábios. Ele correspondeu de imediato, enquanto a morena tossia propositadamente e entrava em casa, rindo. Olhou-os e voltou a rir, quando o ar indignado da irmã e as bochechas coradas de Bill a fizeram sentir-se bastante maléfica. Abanou a mão, indicando indirectamente que eles continuassem o que estavam a fazer e pousou a mala no móvel de entrada, dirigindo-se à cozinha. Ainda espreitou pela porta, mesmo a tempo de ver o casal retomar a sua dose de beijos diários. Viu o lume ligado e – embora se tivesse arrependido de imediato –, resolveu destapar o tacho, dando com uma boa quantidade arroz. Arroz totalmente negro, tostado e com um cheiro tão intenso, que a fez colocar de imediato a tampa e tapar o nariz.
- Nhack, Bill. – falou sozinha, afastando-se do lume – quem é que te mandou cozinhar?
- Eu bem lhe disse que era melhor encomendar pizza, mas sabes como o Bill é, gosta de .. – riu-se, vendo o ar enojado da ex-namorada enquanto pegava na panela e colocava toda a comida queimada no lixo – surpreender.
- E que bela surpresa. – ela forçou um sorriso, de um modo irónico – melhor não poderia ser. É melhor ir comprar algo para o almoço. – suspirou, avançando para a saída da cozinha, quando sentiu as mãos de Tom abraçarem-na por trás, puxando-a para si. Ela ainda tentou dizer algo, mas os lábios do guitarrista colaram-se aos seus de uma maneira tão sensual, que ela seria incapaz de não corresponder. Ele sabia como a fazer desejá-lo ainda mais e os seus lábios moviam-se de uma maneira tão lenta que ela seria quase capaz de lhe implorar por mais. Encostou-a à bancada sem dificuldade e sentiu-a arrepiar-se, quando as suas costas entraram em contacto com o mármore gelado. Deslizou então os lábios para o pescoço de Sophie, enquanto ela cravava as unhas no dele. Ganhou coragem e afastou-o, tentando que a respiração acelerada não se fizesse notar – pára com isso. – pediu, quando o viu levar a língua ao lábio inferior, molhando-o – e com isso. – suspirou, quando ele começou a brincar com o piercing – e ainda com isso. – afastou a mão dele da zona inferior da sua camisola e sorriu – e agora deixa-me ir comprar o almoço.
- Eu posso comer-te. – ele sugeriu perversamente, voltando a atacar os lábios da rapariga, sentindo-a envolver-se cada vez mais no beijo. Sabia que se existia alguém que a fazia esquecer da noção das coisas, era ele. Assim como não poderia ter mais certezas que ela era a rapariga que conseguia fazê-lo sempre ter novas sensações. Ela voltou a afasta-lo, para o olhar. Mordeu-lhe o lábio com força e beijou-o de novo, acariciando de imediato a sua língua. Rosnou-lhe sensualmente ao ouvido assim que afastaram, o que o levou a rir – sabes tão bem como deixar-me doido por te ter.
- E tu devias saber que é mais fácil do que parece. – ela gracejou, empurrando-o pelos peitorais definidos, afastando-o ligeiramente de si. Ele olhou-a nos olhos, mordendo o lábio. Ela riu-se contra os lábios dele, antes de os beijar de novo. Voltou a recuar, ouvindo-o soltar um esgar de insatisfação. Saiu da cozinha e cruzou-se com o mais recente casal à entrada – vou buscar o almoço. Querem alguma coisa em especial? – perguntou, olhando-os. Depois de ter anotado o que cada um deles pediu, saiu de lá, dirigindo-se ao restaurante de take away mais próximo.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sex 23 Abr 2010, 14:01

ahahaha maroto "Eu posso-te comer"
mais mais mais, quero ver se a comeu mesmo xD
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 24 Abr 2010, 04:54

ahah mesmo Razz

aquilo ali vai alte temperatura 8D

maiss
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 24 Abr 2010, 06:08

ai o bill de avental What a Face
mais óh miss. L'
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 24 Abr 2010, 13:13

obrigada a todas (L)



Capítulo IX

Quando Sophie voltou com o almoço, preferiu não voltar a entrar. Entregou as embalagens a Bill e desculpou-se com uma consulta médica, saindo quase instantaneamente. Tanto ele como ela, sabiam que era uma desculpa escusada, sem sentido. Não valeria a pena ele insistir para que a morena ficasse, pois caso o fizesse, apenas iria prejudicar o irmão e, sem dúvida, ele não queria isso. Sentou-se no sofá, voltando a puxar a namorada para perto de si e abriu as embalagens, começando a comer. Tom regressou à sala pouco depois, vindo da casa-de-banho e sentou-se no sofá. Embora a curiosidade o espicaçasse por dentro, resolveu não perguntar por Sophie. Observou atentamente os gestos do irmão com Britanny, na inevitável esperança de tentar guardar algum romantismo. Não evitou soltar uma gargalhada, ao vê-lo abraçar a cintura dela em vez de lhe apalpar o rabo. De lhe beijar a testa, em vez dos lábios. De lhe tocar de forma carinhosa em vez de fugaz e selvagem. De a olhar nos olhos, em vez de desviar o olhar para o decote. Talvez ele não fosse mesmo feito para ser romântico, afinal, era algo que ele não entendia. Como seria se tivesse sido assim com Sophie? Estariam ainda juntos ou ela simplesmente preferia o Tom ‘original’ ?
Bufou descontente com a situação e levantou-se do sofá, pousando o prato em cima da mesa. Preciso de sexo, pensou. E não tinha tempo para esperar durante muito mais tempo.
Estava já a morena a sair do banho, quando o seu telemóvel deu sinal de vida. Mensagem, reflectiu depois do tom de vibração se fazer ouvir. Pegou nele com os dedos, não querendo molhá-lo e atirou-o para cima da cama, enquanto ajeitava a toalha que teimava em cair e se começava a secar. Amarrou o cabelo ainda a pingar e vestiu a roupa interior cor-de-rosa clara, para depois voltar a deixar-se cair na cama. Pegou no objecto electrónico e assim que leu a mensagem, os seus olhos ganharam uma cor mais viva e um sorriso nasceu nos seus lábios.
- Tom. – riu-se para consigo, mordendo o lábio – saudades, hm? – constatou. Conhecia-o tão bem. A mensagem, embora fosse no seu habitual jeito seco e descontraído, demonstrava a vontade que ele tinha de a ter novamente. Mas para ela chegava. Tinha sido sexo, sim. Tinha tido prazer, também. Mas tinha acabado no momento em que ambos chegaram ao auge e tinha saído de casa dele. Não precisava dele para se satisfazer. Era bonita e apesar da sua confiança estar ligeiramente abalada, não tinha complexos com o seu ser, o que a ajudava a ter – facilmente – qualquer homem que quisesse. Desde os louros bêbedos das discotecas, aos morenos que conhecia no trabalho, passando pelo de rastas e por outros tantos rapazes com quem tinha dormido durante algumas noites de loucura. Voltou a atirar o telemóvel contra as almofadas e riu-se ainda mais, ao vê-lo vibrar novamente – alguém está bem desesperado. – troçou, embora soubesse que ninguém a iria ouvir.
Levantou-se e abriu o roupeiro, tentando esconder a enorme vontade de rir que tinha. Afinal, tinha de manter a postura, que mais tarde lhe iria dar jeito. Procurou umas calças cinzentas, umas das suas favoritas e vestiu-as, olhando-se ao espelho para se certificar como lhe assentavam na perfeição. Aproveitou e tirou também uma camisola em padrão leopardo, em tons de preto e branco. Botas pretas de cano baixo e o habitual casaco de cabedal. Soltou o cabelo e abanou-o rapidamente, finalizando depois o look selvagem com os dedos, desembaraçando as pontas. Pegou no lápis preto e delineou os olhos, levemente. Aplicou um ponto de sombra esbatida nos mesmos tons da roupa e pegou, por fim, na mala branca. Saiu de casa e apressou-se a ir buscar o carro de Bill ao MacDonald’s, indo depois até casa do mesmo. Saiu do carro, trancou as portas e apertou a chave na palma da mão enquanto tocava à campainha.
- Sophie, fofinha! – a voz esganiçada da irmã soou assim que a porta se abriu. Abraçaram-se – o que te trás por cá, além de devolveres o meu segundo quarto com o Bill? – riu, apontando para o carro.
- Vim só devolver o carro ao teu namorado, mesmo. – respondeu provocantemente ao ver o de rastas começar a descer as escadas – não há muito mais de interessante a fazer por aqui.
- E como está o teu amigo da loja de ténis? – Britanny perguntou, puxando a irmã para dentro – vocês sempre combinaram o ta-
- Qual amigo? – o louro perguntou visivelmente chateado, percebendo logo depois os ciúmes que tinha demonstrado – por favor. Como se alguém como tu – apontou para a jovem – conseguisse ter amigos.
Ela riu-se, cinicamente. Tinha alcançado o seu objectivo de o chatear – é, sabes ? eu não gosto muito de ter amigos.. – mordeu o lábio, encostando-se à parede – prefiro ter casos de uma noite. São sempre mais fáceis e para pessoas cobardes, certo?
Ele mordeu o lábio, irritado. A fúria notava-se nas expressões de ambos, ao mesmo tempo que a vontade de se possuírem mutuamente crescia – cobarde? – ele questionou – cobarde, Sophie? – repetiu, aproximando-se dela. Agarrou-a por um braço, cravando os dedos calosos no braço bronzeado dela – achas-me um cobarde? – apertou-lho entre os dedos, vendo a expressão de agonia dela.
- Só um cobarde é capaz de magoar uma rapariga. – ela atirou, empurrando-o com força em seguida e pontapeando os joelhos de Tom – e só um cobarde é incapaz de admitir quando ama verdadeiramente alguém. – continuou, entrando na sala depois. Ele pensou em segui-la, mas com que objectivo? Para quê? Ela não iria voltar para ele, sem dúvida. Cada vez mais se sentia arrependido do que tinha feito, cada vez mais achava que estava errado e não merecia ninguém a seu lado. E a verdade talvez fosse essa. Ele era demasiado infantil para alguém aguentar ter mais do que uma noite com ele. Gemeu de raiva, dando um murro contra a parede e saindo logo depois, sem destino aparente.
- O que foi aquilo ? – a irmã mais nova perguntou, olhando-a espantada – meu deus. Vocês não conseguem ser civilizados? Ou é só quando fazem sexo?
- Nem mesmo aí. – soltou uma gargalhada – não conseguimos. Ele é demasiado imaturo.
- Tu gos-
- Eu não gosto destas conversas, é o que é. – interrompeu – e também estou farta de estar aqui. Até amanhã. – pegou na mala e correu para a saída, deixando a irmã boquiaberta a olhar para a porta fechada. O carro de Tom já não se encontrava na rua, infelizmente. Precisava realmente de o provocar mais um pouquinho, só porque sim. Por incrível que pareça, ela optou por não ir atrás dele. Sabia que ele não iria reagir como normalmente fazia, quando estava furioso. Afinal, ela não era uma qualquer. Ela era ela. A miúda dele. E mesmo querendo acreditar que o que tinha acontecido no passado estava esquecido, não conseguia. E naquele momento, teve a absoluta certeza que ele não estava de facto chateado mas sim magoado.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 24 Abr 2010, 15:59

hm... gente mto confusa (h)
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 04:30

wow
ganda tiro O.O

mais
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 05:58

fgo, é incrivel cm as pessoas podem ser casmurras --,
amo-te sis (a'
(QUEROOOOOOOOOOOOO MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS)
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Cate

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 06:44

só orgulho, só orgulho.
posta rapido =)
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 07:36

parti-me toda a rir. juro q sim.
o karma é fudid* . ahahah. xD
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 14:42

obrigadaa (L)


Capítulo X

- Tom! – ouviu Bill chamar assim que entrou em casa, naquela madrugada. Tinham passado três dias desde que ele e Sophie tinham discutido e era o primeiro dia em que o irmão o conseguia apanhar em casa. Tom apenas voltava para tomar banho e petiscar qualquer coisa, saindo logo depois sem deixar recado. A falta de noticias tinha deixado o gémeo quase à beira de um ataque de nervos. Bill já mal dormia e todas as vezes que a porta abria ele corria para lá. E por volta das seis da manhã, foi a gota de água – achas normal o que fizeste? – perguntou, encostando-o bruscamente contra a parede e gritando-lhe na cara – tu sabes como eu fiquei? Como todos ficámos? És estúpido ou fazes-te?
- Deixa-me. – o de rastas simplesmente respondeu, sem conseguir olhar o irmão. Empurrou-o devagar e dirigiu-se à cozinha, sendo seguido por Bill – não venhas atrás de mim, Bill.
- Não venhas o quê? – a sua voz continuou elevada e a sua respiração acelerava a cada segundo – tu não entendes o que estás a fazer comigo e com os teus amigos? – deixou cair uma lágrima, puxando o outro pelo casaco largo para o fazer, finalmente, olhá-lo.
- Desculpa Bill. – o moreno engoliu em seco, triste. Aproximou-se do seu semelhante e abraçou-o com força, deixando o seu mundo desabar naquele instante. As lágrimas não demoraram a chegar e ele engasgou-se no próprio choro. O gémeo afastou-se ligeiramente, olhando-o nos olhos. Saiu da cozinha sem dizer nada, deixando Tom confuso. Continuaria ele chateado?
- Tom. – uma voz feminina que ele reconheceria em qualquer parte chamou, fazendo-o voltar-se para a porta e observar a ex-namorada nela encostada – não devias assustar as pessoas assim. – aproximou-se dele e passou-lhe o polegar pela bochecha molhada, limpando-lhe as lágrimas – não devias assustar-me assim. – acabou por dizer, numa espécie de confissão, rodeando o pescoço dele com os braços finos e puxando-o para si. Sentiu-o apertar-lhe a cintura, num abraço longo, carinhoso e forte. Ela acariciou-lhe as costas e a nuca, arrepiando-o. Afastou-o pela cintura e olhou-o nos olhos, beijando-lhe os lábios docemente depois. Voltou a olhá-lo – desculpa o que disse naquele dia. Não és um cobarde, és só tu próprio. – voltou e beijá-lo, não querendo ouvir a resposta dele. Para quê? Pensou para consigo. Não queria magoar-se novamente, não queria magoa-lo a ele. Não queria voltar ao passado e a hipótese de um presente semelhante, aterrorizava-a, embora ela não conseguisse admitir.
- Estás tão desculpada. – ele afirmou, mordendo o lábio para a voltar a beijar depois – não vás embora, por favor. – puxou-a para si de novo e abraçou-a com força, impedindo-a de fazer qualquer movimento para se afastar – não te quero perder Sophie. Não novamente.
- Tom..por favor..não.
- Diz-me que sim, Sophie. Diz-me que ficas. – agarrou-lhe a mão com força, mas não brutamente. Acariciou-a com a sua e olhou-a nos olhos, encostando-a à parede fria – eu preciso que fiques, comigo.
Ela desviou o olhar do dele. Alguma vez conseguiriam negar algo à pessoa que faz bater o coração mais depressa quando vos olha nos olhos? Não! E nem mesmo um bloco de gelo ambulante como ela se considerava o conseguia fazer. Não, não e não. Ela tinha mesmo de se mentalizar que não poderia ceder à força das palavras dele, nem ao seu olhar amorosamente perverso, aos seus lábio carnudos e ao seu corpo escultural. Não podia e não queria. Ou talvez esta última parte não fosse inteiramente verdade. Ela queria-o, mais que tudo, só para si. Queria voltar a abraça-lo e a chamá-lo de namorado. De lhe poder tocar em público, sem pudor. De acordar nos seus braços e ter a certeza que não tinha sido a última noite. Dos beijos de boa-noite e dos beijos de bom-dia. Do amor. Da felicidade a todo o momento. Das mensagens carinhosas que ele lhe enviava quando não estavam juntos. De tudo o que envolvia o passado. De tudo o que tinham sido.
- Não consigo Tom. – ela disse, afastando-o pelo peito – não consigo voltar ao que éramos, desculpa.
- Eu não o quero o passado, Sophie.. – ele respondeu, acariciando-lhe a bochecha com os dedos ásperos – eu quero um presente ao teu lado. Um presente eu possa mostrar como gosto de ti. Como – hesitou por segundos – como te amo.
- Não vai funcionar, não vai. – desviou o olhar dele – não quero arriscar mais nada. Não quero ficar aqui. Não quero ficar contigo. – engoliu em seco e abriu a porta da cozinha – e, não voltes a dizer isso. – pediu, antes de sair. Apressou-se a ir buscar a mala à sala, despedindo-se da irmã e de Bill para sair logo depois, em passo apressado.
Aí, ele ficou ainda pior. Não valia a pena dizer-lhe como ela era importante se ela de facto, não entendia. Por mais que ele se esforçasse para quebrar o seu medo de compromissos, a sua vergonha de mostrar o que sentia e a sua barreira de estar com uma só rapariga, ela nunca demonstrava que sentia o mesmo. Ele sentia-se estúpido. Nunca pensou que ao dizer tal coisa, alguém o fosse rejeitar. Não estava programado. Seria impossível, ou quase impossível se ele se referisse a outra pessoa. Mas Sophie não era uma qualquer, ele já tinha mais que provas disso. Ela era tão igual às outras, mas tão diferente para ele. Tão própria, tão única. Tão dele.
- Eu sei que desta vez a culpa não foi tua. – o irmão apaziguou, entrando na cozinha. Suspirou e olhou-o nos olhos – eu sei que gostas mesmo dela.
- É. Parece que a única pessoa que não sabe é ela. – encolheu os ombros e sentou-se numa das cadeiras que rodeavam a mesa redonda – mas não faz mal. Acho que o melhor mesmo é desistir. Já fiz figura de parvo que chegue por uma miúda.
- Não digas isso bro.. – sentou-se à sua frente e sorriu – nunca são suficientes os disparates que cometemos por amor.
- Isso para ti é fácil de dizer. – riu-se, embora a vontade não fosse assim tanta – tu sempre soubeste que te ias apaixonar e fazer essas coisas todas, do amor eterno e verdadeiro e tal. Mas eu não. – voltou a suspirar – eu nunca pensei que pudesse só querer uma rapariga. Que mais ninguém me interessasse. Eu nunca pensei que me poderia apaixonar, sabes?
- Sei. – o mais novo respondeu, honestamente e levantou-se. Saiu da sala e subiu para o quarto, onde a namorada já se encontrava. Fechou a porta, enquanto ela saia da casa-de-banho, enrolada numa toalha negra e curta. Ele mordeu o lábio.
- Precisamos de os juntar. – começou, aproximando-se dela e abraçando-lhe a cintura – mas falamos disso depois. – riu-se, beijando-a de uma maneira tão intensa que quase o fez lembrar do seu irmão gémeo. A toalha de Britanny não demorou a cair ao chão e ele puxou-a mais para si, deitando-a na cama e caindo sobre ela, sem quebrar os beijos apaixonados.

Ela andava sem rumo.
As ruas de Halle nunca lhe haviam parecido tão largas, tão desertas. Apesar do vazio, muitas pessoas teimavam em correr apressadamente para os empregos, as crianças para a escola e alguns idosos juntavam-se no parque, embora estivesse bastante frio. Mas talvez isso fosse algo completamente dela. A falta de calor que se instalara desde a partida de Tom, desde que se tinham deixado, nunca mais tinha partido. Era difícil acreditar se ela dissesse que cada vez que estava com ele se sentia completamente quente e, por estranho que lhe pudesse parecer, não no sentido sexual. Era mais que isso. Era bem mais do que isso.
- Olá Philipe. – cumprimentou, sentando-se na cadeira em frente ao amigo – como estás? – beijou-lhe a bochecha, enquanto a empregada do café se aproximava deles e assentava os pedidos num bloco próprio. Quando ela se afastou ele agarrou-lhe a mão.
- Estou bem princesa e tu? – sorriu. Como ela gostava do sorriso tímido dele. Não era algo que fosse fácil encontrar noutra pessoa, não era mesmo – estás melhor em relação ao Tom?
- Como sabes disso? – ela perguntou desconfiada, enquanto ele deitava a língua de fora e se ria – diz-me lá!
- Pronto pronto, - controlou as gargalhadas – a Britt esteve cá à dois dias. Falamos e ela disse-me o que tinha acontecido entre vocês. A questão é, porque raio é que continuas um bloco de gelo quando o teu sol ardente anda por aí à tua espera?
- Deixa de ser estúpido! – deu-lhe um pequeno estalo no braço, levando-o a rir ainda mais. Fingiu-se amuada – já te disse que entre mim e o Tom não dá. Aquilo que aconteceu no passado, o que eu fiz, está errado. Entendes?
- Queres lá ir? – ele perguntou em cima das palavras dela. Ela assentiu positivamente com a cabeça e ele pegou na embalagem do croissant e na garrafa de água que a empregada trouxera. Deixou o dinheiro em cima do balcão e agarrou-a pela mão, entrelaçando os seus dedos nos dela e caminhando em silêncio. Assim que se deram pelas ruas aí totalmente vazias e escuras, ela hesitou, parando de andar. Os olhos dela começaram a brilhar, mesmo antes de terem chegado ao local certo. Ele voltou a puxá-la pela mão e ela retomou o andar, abraçando-se mais a ele.
A relva cuidada, os portões altos de ferro, as lápides impecavelmente seguidas com nomes de pessoas que ela nunca tivera conhecido nem ouvido falar, as mil e uma recordações e o cheiro característico de um local unicamente habitado por pessoas que já se encontravam, literalmente, debaixo do Mundo.
- Pronta? – ele perguntou pela quarta ou quinta vez, levando-a, finalmente, a olhá-lo.
- Sim. – ele sorriu. Deixou que ela avançasse até quase a perder de vista e depois viu-a sentar-se no chão. Comprou quatro rosas brancas e uma vermelha, que colocou entre as outras. Pediu que as amarrassem com uma fita negra, como ela gostava. Caminhou lentamente até ela e reveu os seus olhos esverdeados brilhantes completamente cobertos de lágrimas – olá, meu filho. – ela disse, passando a mão pelas letras daquela tableta cinzenta.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 15:35

wow.
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 15:43

ás vezes aquilo que pensamos não existir aparece-nos à frente e não sabemos como lidar com isso.
Mais mais mais!!!
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 25 Abr 2010, 16:12

FILHO O.O

ok eu quero MAIS
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Seg 26 Abr 2010, 10:30

obrigada obrigadaaa (L)


Capítulo XI

Philipe acabou por ir embora. Ver a melhor amiga sofrer daquela maneira, não era de todo fácil. Apenas ele e Britanny sabiam daquele sítio, daquela campa, daquele acontecimento. Apenas eles os dois sabiam do filho de Sophie. Do aborto que ela tinha feito. Da noite que originou tudo aquilo.
- Lembro-me tão bem como foi quando soube.. – começou, afastando a mão da lápide para limpar uma lágrima que escorria pela sua face – de como foi a nossa noite. E agora estou aqui, contigo.. – sentiu-se impotente. A vontade de chorar conseguia domina-la sempre, naquela situação – por minha culpa não podes falar, rir ou chorar. Por minha culpa tu não existes. – a dor era insuportável. Sentia-se a pior pessoa do Mundo – por minha culpa nunca chegaste a ver a luz do sol. Nunca foste abraçado e eu nunca olhei os teus olhos. – engoliu em seco, para depois começar a soluçar – gostava tanto de voltar atrás. Gostava tanto de ter a capacidade de dar a vida por ti. – apertou as mãos contra o peito e deitou-se sobre a campa, abraçando as rosas que o amigo tinha comprado – eu sei que o teu pai ia cuidar bem de ti. – fechou os olhos – eu sei que ele é uma excelente pessoa. Tu ias ser tão feliz se não tivesses uma mãe como eu. Eu dava tudo para te poder fazer voltar. – flectiu as pernas, juntando-as ao peito – eu sinto muito a tua falta, acredita em mim. Eu nunca amei ninguém como te amo a ti. Eu nunca quis tanto nada, como te quero a ti. – sentiu pequenas gotas de água sobre si e abriu os olhos para olhar o céu – tu não merecias a mãe que tens. Não merecias o que eu te fiz. Não me deixes meu amor, não me deixes nunca, por favor. – voltou a fechar os olhos, ouvindo os relâmpagos em cima de si. A roupa estava já completamente encharcada, mas o frio que tinha não a impediu de se levantar. Sentia-se demasiado mal para sair dali.

Dois dias.
Tinham passado quarenta e oito horas desde que Sophie havia chegado ao cemitério. As recordações apertavam-lhe o peito e as crises de ar eram frequentes. Não tinha fome e não conseguia pôr-se de pé para ir comprar água. A garganta permanecia sem qualquer vestígio de nada a não ser saliva. Doía-lhe o corpo e já lhe era impossível parar de tremer. O tempo estava horrível na Alemanha. As chuvas duravam quase todo o dia e as temperaturas mantinham-se – como frequentemente acontecia – baixas. Mas ela não queria saber. O telemóvel já não tinha bateria, devido às imensas chamadas da irmã e de Tom. Os olhos não podiam estar mais secos e ela tinha quase a certeza que se as lágrimas se conseguissem esgotar, ela estava a precisar de um novo stock. Remexia-se sobre o cimento mas não conseguia sair. Sentia-se presa aquele momento, aquele sítio. As rosas já tinham murchado e a falta de palavras, de sensações começava a consumi-la. Faziam horas que não via um sorriso, que não ouvia uma palavra, que não abraçava alguém. Que permanecia no silêncio assustador da noite.

Três dias.
A falta de notícias começava a deixar a irmã de Sophie em pânico, acabando por assustar também Bill. A rapariga passava os dias a chorar, temendo o pior. Já havia procurado a irmã em todos os sítios que se lembrava. Não sabia de mais amigos a quem telefonar. Philipe estava no estrangeiro, completamente incontactável. Tom saíra de casa no dia anterior e ainda não voltara. Temia-se o pior. A polícia não podia ajudar, pois Sophie era maior de idade e não apresentava qualquer risco de vida. ‘Pode apenas ter ido viajar’, respondiam os inspectores aos seus apelos por ajuda. Sentia-se completamente desfeita, por não saber da irmã. Não tinha mais coragem para sair de casa e procurar. Esperava junto do telefone e vivia com o telemóvel ligado à corrente, acabando por adormecer na maior parte das vezes abraçada aos dois objectos electrónicos. A internet, embora não servisse de nada naquela altura, também se mantinha sempre ligado. Emails, telefonemas, avisos; nada aparecia.

Quatro dias.
Britanny permanecia adormecida no sofá, apoiando a cabeça nas pernas de Bill, que lhe afagava incansavelmente o cabelo louro. Também ele tinha sono, mas manter a namorada em boas condições era o mais importante. O esforço que ele fazia para a obrigar a comer e a beber água eram tudo o que a mantinham viva. Tom não saíra do quarto desde que chegara. Bill podia pressentir o quanto ele estava perturbado, triste e preocupado. Também ele não dormia. Tentava procurar no seu íntimo um qualquer sítio onde procurar Sophie. Desde os sítios onde já tinham feito amor, passando pelo sítio onde se haviam conhecido e finalizando no sítio onde acabaram, nem sinal dela. Saudades ? Sim. Preocupação? Imensa. Ele já não sabia o que pensar. Voltaria ele a vê-la ? A abraça-la? A sentir o seu toque? O medo que tal não pudesse acontecer, assustava-o imenso. Ele precisava dele. E sabia-o.

O sol começava a nascer, quando a loura acordou repentinamente, engolindo o ar como se estivesse a sufocar. Bill olhou-o num misto de susto e preocupação e ela abraçou-o com força, enquanto se levantava, exibindo logo depois um sorriso gigantesco.
- Já sei onde ela está! – quase gritou, feliz. Embora não tivesse chegado a elevar a voz suficientemente alto em dias normais, o silêncio que reinava naquela casa era de tal maneira grande, que o guitarrista ouviu cada palavra da rapariga. Em menos de cinco segundos, já ele estava na sala a olhá-la quase desesperadamente, para que ela lhe dissesse onde a amada estava. Assim que Britanny lhe indicou o sítio, deixou de o ver. Tom saíra a correr, tendo apenas tempo para pegar nas chaves do carro e na carteira.

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