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 tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM

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Cate

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Seg 26 Abr 2010, 12:28

E corre rapaz! Vai e dá-lhe tudinho!! =D
estou a adorar.
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Margaridaa'

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Seg 26 Abr 2010, 12:50

essa do filho foi mesmo wow oO
onde está ela? What a Face
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Seg 26 Abr 2010, 14:27

aiiiiiiiiiiiiiiii fogo vai home... fogo coitada...

aiiii querooooo maiiiis
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kiikaa.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Seg 26 Abr 2010, 16:42

CORRE ! ou a miuda ainda lhe da o badagaiooo .
ly.
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catz.
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Ter 27 Abr 2010, 12:42

vou tentar postar o 13 mais logo.
beijinho e obrigada.



Capítulo XII

Assim que avistou o local indicado por Britanny, o guitarrista engoliu em seco. Não entendia o que a rapariga teria dito com aquilo. O pior pressentimento invadiu-o e uma lágrima esteve perto de cair, caso ele não a forçasse a esconder-se novamente. Saiu do carro e trancou as portas. Avistou os grandes portões cinzentos e as lápides por trás destes. Ele nunca fora alguém que apreciasse aqueles sítios, pelo contrário, mantinha-se sempre que possível longe deles. Mas naquela altura isso não importava. Ele sabia que Sophie já não deveria estar bem e isso preocupava-o. Avançou até lá e por uma das primeiras vezes, sentiu-se aberto. Ali não havia preocupação de ser reconhecido por uma fã. Não havia ninguém a tirar-lhe fotografias, a pedir autógrafos, a fazer perguntas. Ali, ele era ele mesmo. Sem fama. Num sítio onde nem a popularidade, o dinheiro e muito menos a beleza importavam. Ali não havia mais nada a não ser tristeza, solidão. Ali ele não era mais do que os outros, não era nada de especial. E isso fê-lo sentir interiormente satisfeito.
- Sophie ? – chamou baixinho, a medo. Não ouviu resposta. Um silêncio assustador instalar-se desde a sua entrada. Talvez fosse só impressão sua, mas aquilo parecia realmente tenebroso daquela vista. Nunca se tinha imaginado numa situação parecida. Já tinha – obviamente – ido a funerais, mas estes eram sempre repletos de pessoas, de movimento e inevitavelmente, de confusão. Continuou a avançar – Sophie? – voltou a tentar, sem resposta.
Assustou-se ao ouvir uma voz atrás dele. Ninguém conhecido, constatou. Eram apenas mais uma ou duas senhoras que se aproximavam das campas daqueles que já tinha partido. Voltou a avançar, percorrendo aquele espaço com os olhos. Estava prestes a desistir, quando a viu. No principio nem tivera a certeza que era ela. Parecia-lhe apenas um corpo adormecido sobre uma campa e isso não era de todo estranho. Ou pelo menos não lhe parecia. Aquilo era um sítio tão triste e entediante que não seria difícil alguém adormecer ali. Ou seria? Aproximou-se e reconheceu as feições da rapariga. Os seus olhos estavam vermelhos e inchados, provavelmente do choro dos últimos dias. A pele encontrava-se mais pálida do que ele se lembrava e os lábios estavam roxos e gretados do frio. As mãos mantinham-se cravadas num ramo de rosas quase desfeito pela chuva, pelo frio e pela força que ela fazia para as manter sempre perto de si. O casaco da jovem estavam por cima de uma lápide, como se a quisesse proteger do frio. Ele não entendeu, mas aquela não era de todo a altura para fazer perguntas estúpidas. A camisola azul dela estava completamente colada ao corpo, assim como as jeans. As botas continuavam calçadas e a mala por baixo da cabeça. Uma visão triste e desesperante, ele pensou. Ajoelhou-se ao lado dela e desviou-lhe o cabelo da face, podendo sentir como ela estava completamente gelada. Engoliu em seco. O batimento cardíaco estava lento, mas ele podia ouvi-la a gemer baixinho e a ranger os dentes. Instantaneamente, tirou o casaco e cobriu-a, colocando depois um braço debaixo dela para a elevar do chão. A cabeça dela tombou para trás, sem força. Um peso morto. Não a sentia mexer-se, apesar de ser o que esperava. A respiração era quase inaudível e ele teve mesmo de lhe agarrar o pulso para ter a certeza que estava viva.
- Sophie, meu amor.. acorda. – pediu, quase implorando por uma resposta que não foi ouvida. Nem uma resposta física, como ele interiormente esperava. Ela estava demasiado fraca para isso. Pegou-lhe no casaco e na mala e caminhou com ela ao colo até ao carro. Não insistiu em chamamentos. Recostou-a o mais que conseguiu ao banco do pendura e deu a volta ao carro para entrar. Rodou a chave e olhou-a. Manteve o seu casaco sobre ela e conduziu devagar até casa dela. Sabia que fazê-la acordar num hospital não ia ser bom. Tirou as chaves da mala dela e abriu a porta, para depois regressar ao carro e carrega-la até lá. Nunca tinha estado ali, pensou. Um apartamento diferente, que lhe era desconhecido. Observou as paredes claras e o contraste das cores. Uma harmonia perfeita. Voltou a pegar nela e levou-a até ao quarto. Cores claras, verdes e rosa escuro – tens bom gosto linda.. – sorriu, enquanto a deitava sobre o colchão e se sentava ao seu lado. Acariciou-lhe a bochecha e beijou-lhe a testa, indo buscar um pouco de água depois. Tapou-a com um cobertor e molhou-lhe os lábios, na esperança de a conseguir hidratar minimamente. Ela entreabriu os lábios e ele deu-lhe pequenas porções de água, que ela engoliu instintivamente. Não abriu os olhos, mas ele manteve-se a olha-la. A pouca maquilhagem estava borrada. Tirou-lhe o casaco, a camisola e as calças. Por carinho e talvez algo mais, resolveu não lhe tirar a roupa interior. Não queria que ela pensasse que se tinha aproveitado só por ela estar completamente frágil. Vestiu-lhe as calças do pijama que estavam em cima da cama e o seu casaco, que era mais fácil de colocar do que a camisola do conjunto de noite. Encostou-lhe a cabeça na almofada e deitou-se ao seu lado. Sentiu-a aninhar-se no seu peito e uma chama acendeu-se dentro de si. Sorriu, inconscientemente.

Tinham passado cerca de quatro horas quando a morena começou a acordar. Espreguiçou-se e soltou um gemido involuntário de dor. Ele olhou-a de imediato, preocupado. Sentou-se na cama e ajudou-a a fazer o mesmo, pegando-a pela cintura e os seus olhares cruzaram-se.
- O-o que aconteceu? – ela perguntou, assustada. Ele não poderia ter estado lá, não poderia ter visto aquele sítio. O pânico apoderou-se imediatamente dela, fazendo-a recuar e fugir ao seu toque – o que é que viste? O que aconteceu ?
- Calma..
– ele pediu, suspirando. Desviou o olhar do dela, fixando-o no chão. Ela continuou a atacá-lo com perguntas, fazendo-o criar um silêncio ainda mais poderoso que o primeiro. Percebeu o pânico dela e olhou-a, finalmente, depois de uma longa espera – só te fui buscar. Não entendi o que fazias lá, mas isso já não interessa. Estás aqui, comigo. E estás bem, é o que me interessa.
- Então.. tu não viste nada
?
- Nada me interessa mais do que tu, Sophie. Já devias saber isso. – afirmou antes de se levantar. Ela olhou-o confusa, enquanto o seu coração abrandava – é melhor eu ir. Tu já estás melhor e não me deves querer no teu espaço. Come qualquer coisa e bebe água, eu vou avisar a Britanny para ela te vir fazer companhia.
Ela engasgou-se com as palavras dele. Estava frio, arrogante e provavelmente ainda magoado com a atitude passada dela. E isso, inevitavelmente, fazia-a sentir-se desiludida consigo própria. Tão bem como ele sabia que ela gostava dele, também ela sabia o quanto ele gostava dela. Tinha de dar o braço a torcer. Tinha de ser ela – pelo menos naquele momento – a fazê-lo voltar. Embora isso destruísse completamente a sua maneira de ser.
- Fica Tom. – pedinchou numa voz mimada, levando-o a rodar sobre si próprio e olhá-la nos olhos – eu quero que fiques. Comigo. – estendeu a mão e sorriu. Um sorriso diferente, carinhoso. Um sorriso que o fez sorrir ainda mais e dar dois passos apressados para a cama, abraçando-a com toda a força que tinha. Ela rodeou-lhe o pescoço com os braços, esquecendo o passado. Já não importava, já nada do que se tinha passado tinha força suficiente para eliminar aquele amor, aquele calor que a todo o instante crescia novamente entre eles. Ela puxou-o mais para si e deitou-se sobre a cama, arrastando-o consigo enquanto lhe beijava os lábios e era imediatamente correspondida.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Ter 27 Abr 2010, 13:11

ooooooohh *-*
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Cate

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Ter 27 Abr 2010, 13:58

isto sim. a prova de que ele não quer apenas o físico dela. ele realmente importa-se =)
Estou tão curiosa pelos acontecimentos seguintes!!
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LeOaZiNhA_KaUlItZ

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Ter 27 Abr 2010, 16:23

será que é desta que ficam bem? Razz

maissss
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Líe
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Qui 29 Abr 2010, 15:22

óh, cutxi cutxi TOM *.*
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Qui 29 Abr 2010, 15:28

hoje ficam dois, para vçs
thanks.


Capítulo XIII

O telemóvel do de tranças começou a tocar, quebrando o clima entre o casal. Ele tirou-o do bolso e o nome ‘Bill’ apareceu de imediato. Será que ele tinha sempre de interromper aquelas alturas? Suspirou e afastou-se ligeiramente de Sophie, preparando-se para atender. Quase imediatamente, os dedos da rapariga colaram-se aos seus lábios.
- Não atendas. – pediu ela, encarando os lábios dele, que naquele momento pareciam ainda mais perfeitos do que anteriormente – não agora.
Ele fixou os olhos dela enquanto pressionava a tecla vermelha, livrando-se do objecto logo depois. Os dedos da morena não se afastaram dos lábios dela e o seu olhar fixava-os, enquanto ele parecia hipnotizado pelas sensações que o toque dela lhe proporcionava. Olharam-se uma e outra vez. Pareciam descobrir pela primeira o rosto um do outro. Tinham crescido e só naquela altura isso se parecia notar. Os olhos dela brilhavam quando um sorriso puro e genuíno nasceu nos lábios do guitarrista. Inevitavelmente, ela sorriu também. Sophie sentiu os lábios molhados dele acariciarem o seu dedo e engoliu em seco. O braço caiu ele se aproximava perigosamente, levando-a a fechar os olhos assim que o tão esperado beijo aconteceu. Ao contrário das outras vezes, nenhum deles parecia ter pressa. Pareciam querer guardar aquele momento para sempre. Os beijos levaram o corpo dele a pressionar o dela contra o colchão, ao mesmo tempo que ela lhe rodeava o pescoço com os braços.
- Gosto de ti. – ele falou entre beijos, surpreendendo-a. Apesar de não responder, ele sabia que ela sentia exactamente a mesma coisa – gosto mesmo muito de ti. – realçou, voltando a colar os lábios aos da ex-namorada. Ela voltou a sorrir e fechou os olhos novamente, deixando que fosse ele quem tratava de tudo. Sentiu-o despi-la lentamente, desta vez sem qualquer receio que ela voltasse atrás. Assim que se livrou da camisola dela, o rapaz aproximou-se para lhe beijar os ombros, descendo pelo pescoço até alcançar a clavícula. Ouviu-a gemer baixinho perante os beijos molhados que depositava pelo seu corpo. Pelo caminho, Tom silabava palavras carinhosas, fazendo-a render-se totalmente ao seu timbre carinhoso. Assim que entrou dentro dela, uma nova Sophie renasceu. Uma Sophie apaixonada e totalmente entregue aquele que a fazia sentir-se viva, completa. As mãos dele percorriam-lhe o corpo tão bem conhecido, redescobrindo-lhe as curvas perfeitas que tantas vezes o faziam suspirar. Voltaram a beijar-se, enquanto a intensidade dos movimentos empregues por Tom aumentavam. O amor era mais que claro entre eles. Era tão simples quando uma tela anteriormente branca, agora colorida. Precisavam um do outro e naquele momento tiveram todas as certezas disso. A morena aproximou-se do clímax, sentindo que o guitarrista a acompanhava em busca do prazer total. Esperaram um pelo outro e atingiram a plenitude juntos. O corpo mole de Tom deixou-se cair ao lado dela, enquanto ela se voltava a aproximar e se aninhava no seu peito, sentido os seus braços rodear-lhe a cintura húmida pela transpiração.
- Obrigada. Obrigada por me voltares a ensinar o que é o amor. – agradeceu o moreno, beijando-lhe a testa, enquanto a sua respiração ofegante começava a acalmar – é tão bom estar contigo Sophie.
- Descobrimos tudo juntos. – ela respondeu, para surpresa dele. Olhou-o nos olhos, chegando-se para ele para lhe beijar carinhosamente os lábios – é realmente bom estar contigo.
Continuava a existir tanto a dizer, mas nenhum deles tinha coragem para o fazer. Ela procurou as mãos dele e beijou-as lentamente, percorrendo-lhe os dedos com pequenas carícias de lábios, enquanto ambos fugiam ao que o coração queria dizer. O cansaço começou a tomar conta deles, fazendo com que ela adormecesse aconchegada nos braços do rapaz que mais amava.

Ela não demorou a acordar, sentindo os olhos caramelizados dele fixos nela.
Sorriu timidamente e olhou-o também, sentindo os seus lábios contra os dele logo depois. Correspondeu prontamente, abraçando-o com força ao mesmo tempo.
- Dormis-te bem? – perguntou, acariciando-lhe a bochecha com o nariz.
- Bastante bem. – ela respondeu, soltando depois um suspiro preguiçoso, levando-o a rir-se. Ela sentou-se na cama, puxando o lençol para se cobrir minimamente, enquanto o via levantar-se e procurar a roupa espalhada pelo quarto. Mordeu o lábio ao vislumbrar a silhueta musculada do ex-namorado e levantou-se também, aproximando-se dele e abraçando-lhe a cintura por trás – vem tomar um banho comigo Tom. – pediu, beijando-lhe lentamente as costas e virando-o para si depois – não te vás embora.
- Tens a certeza? – ele procurou certificar-se, espantado. Ela assentiu com a cabeça e puxou-o ligeiramente para baixo, beijando-lhe os lábios de uma maneira apaixonante. Ele sorriu, abraçando-a com força enquanto a pegava ao colo – nem acredito que me estás a pedir para ficar.
- Não te habitues.
– ela riu-se contra os lábios dele enquanto o arrastava consigo para a casa-de-banho por entres beijos de cortar a respiração a ambos.
Quando saíram do longo banho, voltaram para o quarto abraçados. Tanto um como outro vestiram as respectivas roupas interiores, não querendo que nenhuma peça de roupa impedisse o toque pelo qual tanto saciavam. Depois de calçar os chinelos, ela pegou-lhe na mão, levando-o calmamente até à cozinha e abrindo a dispensa, enquanto ele se sentava numa das cadeiras. Tirou um pacote de esparguete e deixou que a água fervesse, enquanto noutra panela preparava algo para a refeição dos dois. Depois da massa acompanhada com salsichas, fiambre, queijo e natas, voltaram a mudar de divisão, desta vez para a sala. Ele sentou-se confortavelmente e ela sentou-se junto dele, colocando uma taça notoriamente grande com dois garfos sobre as pernas de ambos. Ele riu-se.
- Sabes que é perfeito de mais estar assim contigo? – questionou-lhe sem a olhar, enquanto as suas bochechas ganhavam um tom rosado. Ela sorriu e beijou-lha carinhosamente.
- Sim, sei. Sinto o mesmo. – ela afirmou, fazendo-o sorrir. Abraçaram-se ainda mais e ele enrolou um pouco de massa no garfo, dando-lhe à boca depois. Ela comeu, rindo depois e fazendo o mesmo com ele. Por entre gargalhadas e beijos pouco profundos, devoraram toda a comida que a taça conseguia conter.
- Estou tão cheio. – ele comentou, arrotando logo depois. Ela olhou-o chocada e riu-se imenso, afastando-se enquanto lhe chamava porco, estúpido e infantil. Ele continuava a rir e a arrotar, fazendo-lhe cócegas ao mesmo tempo. Ela estremeceu nos seus braços, enquanto ele abrandava e a olhava nos olhos – sabes que és mesmo apetecível?
- Sei, claro. – ela confirmou, fazendo um ar extremamente convencido logo depois. Ele abriu a boca, fingindo-se chocado. Ela voltou a gracejar, empurrando-o para o chão e caindo em cima dele. Cruzou os braços em cima do seu peito e ficou a olhá-lo nos olhos enquanto ele parava de rir, para fixar o olhar no dela. Aproximaram-se – não te vou beijar depois de teres arrotado daquela maneira. – ela advertiu com um falso ar sério.
- Estás a falar a sério? – ele perguntou, olhando-a confuso. Ela abanou a cabeça, positivamente. Ele suspirou e ela deu-lhe um beijo rápido nos lábios, levantando-se depois – onde vais?
- Arranjar-me para te ir levar a casa. – respondeu, fazendo-o perdê-la de vista quando se dirigiu ao quarto para se arranjar. Ele continuou deitado no chão a fixar o tecto e deu por si a sorrir sem motivo. Relembrou os acontecimentos entre ambos, o amor, os beijos e toda a magia que haviam criado. A ex-relação parecia voltar a cada segundo que passavam juntos e isso alegrava-o imenso. Ele sentia tantas saudades de a poder chamar de namorada, que naquele momento, era tudo o que mais desejava.



Capítulo IX

A excessiva demora de Sophie começou a preocupar Tom. A rapariga já tinha ido para o quarto à cerca de meia-hora e até lá ele ainda não tinha tido qualquer notícia dela. Levantou-se e caminhou até ao quarto, tentando fazer o menos barulho possível ao entrar. Deu com a morena sentada no chão, ainda apenas com as calças vestidas, abraçada às pernas e a chorar. Mordeu o lábio e engoliu em seco, ao mesmo tempo que se ajoelhava ao lado dela e lhe dava um abraço silencioso, sem colocar qualquer questão.
- Desculpa-me. – ela começou por pedir, abraçando-o com mais força sem conseguir parar de lacrimejar. Envolveu-a com o seu corpo, protegendo-a do frio que a noite começava a trazer. Acariciou-lhe as costas desnudadas e beijou-lhe o ombro, afastando-se ligeiramente depois para a olhar.
- Não tens de me pedir desculpa de nada, amor. – ele sorriu, limpando-lhe as lágrimas com o polegar e beijando-lhe a ponta do nariz. Ela fungou e ele continuou a acariciar-lhe a face com as mãos, tentando que ela se acalmasse – queres contar-me o que se passou?
- Não.
– ela abanou negativamente o rosto, baixando o olhar. Ele retomou o abraço, suspirando pesadamente. Sentiu-a cessar as lágrimas e sentou-se na cama com ela ao colo, dando-lhe depois uma camisola negra para ela vestir. Ela assim o fez e ele levantou-se para se vestir também, pegando-lhe depois na mão depois e levando-a até à saída.
- Sophie? – chamou, enquanto ela abria a porta e o olhava – e se esclarecêssemos finalmente tudo o que se passa e passou entre nós? – ela engoliu em seco, sentindo o pânico apoderar-se do seu corpo.
- Não estou preparada para falar do passado Tom. – confessou, triste – prometo que assim que conseguir, falaremos sobre isso.
- Não Sophie. Nós vamos falar agora
. – ele contrapôs, agarrando-lhe firmemente no braço, sem que ela conseguisse desviar-se dele. Não havia maneira de fugir, não havia maneira de fugir mais aquele assunto. As lágrimas voltaram a cair e ela tentou soltar-se, mas como homem, ele tinha mais força. Encostou-a à parede e agarrou-lhe a cara, não deixando que ela desviasse o olhar do dele – eu preciso de saber o que aconteceu.
Os gritos dela foram abafados pelas mãos pesadas do guitarrista e ela acabou mesmo por quase sufocar na saliva, por entre lágrimas e gemidos abafados. Não conseguia pensar no seu filho. Na maneira como ela tinha cometido o maior erro da sua vida ao matar o próprio filho. Todas as imagens lhe vieram à cabeça, a maneira como o sangue saiu tão rapidamente, como a dor foi abafada por uma toalha suja, num sitio totalmente sem condições. Como no fim de tudo, lhe perguntaram se queria que deitassem o corpo do seu filho para o lixo. Como aquele ser semi-construído se encontrava num balde, coberto de sangue e resíduos moles. Como as lágrimas lhe correram naquele dia. E depois ele ficou ali, numa campa, sozinho. Um segredo tão bem guardado. Algo tão secreto agora à beira de ser destruído pelos olhos penetrantes de Tom. Ela não poderia permitir isso. Não poderia deixar que se afastasse com nojo e raiva dela. Não poderia deixar que ele soubesse que ela tinha morto o fruto da relação de ambos. Não podia, não podia e não podia. Conseguiu, após uma joelhada na barriga do guitarrista, que ele a largasse e conseguiu sair a correr da própria casa. Deixou-o sozinho e saiu do prédio sem sentido, sem caminho ou direcção. Isso não importava, naquele momento. Só queria estar sozinha, estar longe dele. Não conseguia permanecer ali, junto dele ao mesmo tempo que suportava um segredo tão grande.

Haviam passado três dias. Sophie voltara a casa nessa noite, mas ao contrário do que esperava, Tom já não se encontrava lá. Estava tudo deserto, tal como se ele nunca tivesse sequer lá estado. Por sua vez, o de tranças tinha regressado a casa e pouco ou nada queria recordar aquele momento. Bill e Britanny estranharam o regresso repentino dele a casa, mas sabiam que fazer perguntas não iria ajudar em nada.
Eram quase três da tarde quando tocaram à porta, em casa dos gémeos. O casal já tinha saído e estava apenas Tom em casa, no seu belo duche matinal. Depois da insistência da campainha, ele resolveu sair do banho, com uma toalha negra a envolver-lhe a cintura e as tranças soltas, a caírem-lhe sensualmente pelos ombros. Não demorou a chegar à porta, por entre caretas e gritos de ‘já vai’. Abriu-a e vislumbrou a figura feminina de Sophie. Suspirou.
- Não digas nada por favor. – ela rematou rapidamente, assim que ele a deixou entrar. Ele olhou-a confuso e não respondeu, tal como ela tinha pedido. Olhou-a nos olhos enquanto ela se aproximava – não fales, mostra-me só o que sentes. – pediu, arrastando a voz e percorrendo-lhe as costas tonificadas com as mãos.
- O que estás aqui a fazer? – ele acabou por perguntar, fugindo ao beijo que ela se preparava para lhe dar. Afastou-a pela cintura e olhou-a, ainda chateado. Ela voltou a aproximar-se, rodeando-lhe o pescoço com os braços, sem deixar que ele fugisse. Encostou-o à parede e começou por lhe dar beijos molhados pelo pescoço.
- Shh.. – proferiu, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha. Ele suspirou fundo para procurar alguma coragem e colocou as mãos nos ombros da morena, empurrando-a contra a outra parede, imediatamente atrás de si.
- Não. – ele manteve-se firme e bufou – eu não sou um objecto de prazer, Sophie. Eu amo-te, tu sabes isso. E por te amar desta maneira é que não vou fazer sexo contigo numa tentativa de fazermos as pazes.
- Falas como se não resultasse.
– ele riu-se, ironicamente. Ele abanou negativamente a cabeça, magoado. Aproximou-se forçosamente dele, puxando-lhe a toalha que acabou por cair, deixando o guitarrista completamente nu. Apesar disso, ele não teve vergonha. Não era a primeira vez que ela via o corpo dele daquela maneira e não seria, esperava ele, a última. Ele voltou a rir de uma maneira que o irritava, unicamente por saber como era um riso falso, forçado e aproximou-se dele para lhe tentar agarrar no membro, obrigando-o assim a afastar-se para caminhar para o quarto. A morena seguiu-o e trancou a porta assim que entraram, atirando-se para cima dele e beijando-lhe os lábios de uma maneira tão intensa que ele não teve como não corresponder. A partir daí, nenhum deles quis pensar em consciência, toda aquela loucura era demasiado excitante para ser negada. Seria impossível ele dizer que não a queria, que não a desejava daquele modo.
- Sabes que resulta. Mas também sabes que para mim é especial o que fazemos.
- Isso agora não interessa
. – ela finalizou, puxando-lhe as tranças de um modo suavemente agressivo, forçando-o a deitar-se na cama por baixo dela. Tirou a própria camisola e as calças e depositou-lhe beijos no peito, enquanto o sentia desviar as cuecas dela para finalmente a penetrar. Assim que o sentiu dentro de si, Sophie perdeu a noção das coisas que a rodeavam. Afinal, o amor interessava. Apesar de se tentar enganar a ela própria, ela apenas se sentia completa com ele, quando ele lhe dizia como ela era especial, a mulher da sua vida. Abrandou o ritmo dos movimentos feitos por ele para o beijar apaixonadamente e acariciar-lhe a língua calmamente. Ele sorriu interiormente e deixou-se ficar dentro dela, mexendo-se tão lentamente que ela quase desesperou pelo seu toque. Quando ambos atingiram o orgasmo, deixaram-se cair sobre o emaranhado de lençóis e abraçaram-se. Não tardaram a adormecer, como quase sempre acontecia.
Sophie acordou com Tom a dar-lhe pequenos beijos nas costas, nuca e ombros e sorriu. Ele olhou-a carinhoso e beijou-lhe os lábios rapidamente – preparei algo para comermos. – ele disse, apontando discretamente para um tabuleiro ao seu lado na cama. Ela sorriu e abraçou-lhe a cintura com um braço para se sentar ao seu colo e lhe beijar novamente os lábios, de um jeito infantil e extremamente doce – amo-te.
- Eu também te amo. – ela acabou por confessar num suspiro quase inaudível e ele abraçou-a com mais força, tirando uma uva e dando-lhe à boca. Ela comeu entre gargalhadas e beijos intensos, repletos de paixão e urgência em demonstrar o que ambos sentiam à tanto tempo – e desculpa o que aconteceu lá em casa naquele dia.
- Não tem problema
. – ele assentiu, sorrindo – se não queres falar do passado, eu não vou obrigar-te. Desde que fiques comigo no presente, nada mais importa.
Ela voltou a beija-lo, procurando o seu soutien para vestir. Ele estendeu-lhe uma camisola sua e ela vestiu, com todo o gosto. Ele abraçou-a pela cintura, dando-lhe pequenos beijos nos lábios e mordeu-lhe a bochecha – és tão importante Sophie. Não te quero perder.
- Não vai acontecer. – ele respondeu prontamente, apertando-a contra o seu corpo largo e passou-lhe a língua pelo pescoço, ouvindo-a rir.
- Tomas a pílula Sophie? – questionou rapidamente, assim que virou costas para vestir os boxers negros. Ela engasgou-se e mordeu o lábio assustada – é que não temos tido propriamente cuidado com isso. – riu-se, voltando-se depois para a morena, que se encontrava branca e sem reacção. Ele aproximou-se e levantou-se o rosto – estava a brincar amor.
- Posso utilizar a casa-de-banho?
– ela perguntou, desviando o olhar e apontando para a porta que dava à divisão referida. Ele assentiu e ela acelerou o passado até lá, fechando a porta imediatamente, para se encostar a esta e deslizar até ao chão. As lágrimas corriam pelo seu rosto, ao relembrar o passado. Ele entrou pouco depois e ajoelhou-se ao lado dela, abraçando-a. Beijou-lhe a bochecha e ajudou-a a levantar e a passar o rosto por água.
- Estás bem? – olhou-a preocupado.
- Estou um bocado mal da barriga. – mentiu, forçando um sorriso e abraçando-o. Ele beijou-lhe a testa e pegou-a ao colo, levando-a até à cama já feita. Deitou-a e tirou do armário um comprimido para a má disposição, que ela tomou sem contestar. Deitou-se ao lado dela, sendo rapidamente envolvido por um abraço quente. Sentiu-a encostar a cabeça ao seu peito e deu-lhe festinhas no cabelo, enquanto lhe segredava algumas palavras românticas. Ela sorria, apesar de não conseguir tirar a imagem do filho da cabeça e abraçou-o com mais força.
- Amanhã quero levar-te a um sítio. – acabou por dizer, depois de uma grande pausa em silêncio. Ele aceitou, beijando-lhe a bochecha e sorriu. Ela fez-lhe desenhos sem sentido no peito, com o dedo e ele acabou por adormecer, sem a largar. Por sua vez, Sophie continuou acordada durante mais umas horas, sem parar de lhe dar pequenos beijos e carinhos.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Qui 29 Abr 2010, 15:48

ele nem espera por aquilo que ela lhe vai contar.
mais mais mais
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sex 30 Abr 2010, 16:07

e pronto, um grande obrigada sincero a todas as que leram
deixo o penultimo e o ultimo.
@



Capítulo XV


Quando Tom acordou, já não encontrou a rapariga ao seu lado. Avistou um recado na mesinha de cabeceira e pegou no papel, onde Sophie avisava que tinha ido até casa trocar de roupa e que o iria buscar mais tarde. Espreguiçou-se, acabando por se levantar e ir tomar um duche. Ainda pensou em manter-se debaixo de água tempo suficiente para a rapariga chegar e repetirem o que tinha acontecido no dia anterior, mas acabou por desistir da ideia quando Bill insistiu em pedir para ele se despachar. Riu-se e regressou ao quarto, vestindo os boxers e umas calças largas, tão típicas dele. Procurou uma t-shirt branca e preta e vestiu-a também, calçando depois os impecavelmente limpos ténis brancos. Procurou um gorro onde esconder as tranças e analisou-se ao espelho, mentalizando-se logo depois de como era tão perfeito.
Os seus pensamentos acabaram por ser interrompidos quando a porta se abriu e a morena apareceu do outro lado. Vestia umas calças de ganga e um top verde escuro, com um casaco preto por cima. Ele sorriu e ela aproximou-se para pousar os lábios no dele, sendo correspondida – olá amor. – ela cumprimentou. Ele apenas soltou um sorriso ainda maior e pegou-a pela cintura, para a arrastar para a cozinha onde o mais antigo casal já tomava o pequeno almoço. Sentaram-se à mesa e o guitarrista começou a comer, juntamente com os outros. Sophie mantinha o olhar na janela da cozinha que dava para o exterior e suspirou, ao ver a chuva começar a cair.
- Vamos? – Tom perguntou, levando-a a olhá-lo, enquanto deixava a taça dos cereais no lava-louças e sorria. Ela levantou-se em silêncio e despediu-se dos outros dois, saindo depois de casa com o namorado. A relação não era totalmente assumida, mas a verdade é que ambos só queriam o outro e isso nenhum podia negar – onde me queres levar? – perguntou, sentando-se no banco do carro. Ela passou para o lugar do condutor sem responder e arrancou com o carro em silêncio. Um nó formava-se na sua garganta à medida que se aproximavam do sítio pretendido. Ele mantinha-se fixado na estrada e na rapariga ao seu lado. Os olhos dela estavam verdadeiramente tristes e ele conseguiu ver o esforço que ela fazia para não deixar escapar nenhuma lágrima. Sobressaltou-se assim que ela estacionou perto de um cemitério – o que estamos aqui a fazer?
- Anda. – ela pediu, saindo do carro e colocando o carapuço do casaco. Viu-o fazer o mesmo e começou a caminhar, sabendo que ele a seguia. Pelo caminho, Tom barafustava como aquele sítio lhe desagradava e como ela poderia ter escolhido outro sitio qualquer para estarem juntos. Ela continuou a andar em passos largos, pisando as poças que se formavam debaixo dos seus pés e chegando, finalmente, à campa pretendida.
- O que estamos aqui a fazer Sophie? – ele questionou amargamente, olhando à sua volta em busca de algo que lhe pudesse servir como uma possível resposta.
- Viemos ver o nosso filho. – ela respondeu, voltando-se para ele e apontando para a lápide cinzenta. Um nó formou-se na garganta dele e os seus olhos dirigiram-se rapidamente à placa onde se podia ler ‘Tom Smith Kaulitz’. O guitarrista leu, releu e voltou a ler o nome do filho, vezes sem conta. Estava tudo lá. O seu nome, o nome da sua família, o nome da família de Sophie. Uma lápide, uma morte, um passado escondido. Um segredo demasiado forte, avassalador, horripilante. Tom deixou-se cair de joelhos no chão, enquanto as lágrimas se apoderavam dos seus olhos. Instantaneamente, abraçou a lápide com força, deixando que a dor o vencesse completamente. Ele esperava tudo, tudo, menos aquilo. A morte de um filho, de uma parte do seu ser. Sentiu um peso enorme na sua consciência, a respiração faltava-lhe, o ar parecia quase não existir, uma dor vincou-se no seu peito. Cravou as unhas no cimento, quase em desespero. Era impossível pensar em algo mais. A sua vida parecia ter-lhe fugido completamente entre os dedos, tudo parecia desaparecer. O chão parecia deixar de existir, a chuva já não o afectava minimamente. Levou as mãos à cabeça, descontroladamente e abafou os gritos no choro, soluçando. O desespero tomou conta dele. Não sabia o que fazer, não sabia mais o que pensar. Naquele momento, tudo havia perdido o sentido.
Sophie observava-o, entre lágrimas. Sentia-se ainda pior, a pior pessoa do Mundo. O estado em que o tinha deixado estava a dar completamente cabo de si. Já mal aguentava respirar. Faltava-lhe força no corpo. Deixou-se cair no chão frio, esfolando os joelhos. Não se importou, nada mais interessava senão conseguir o perdão de Tom. Hesitou em abraça-lo; o medo era mais forte. O medo da rejeição, o medo de o perder. A chuva parecia não parar e ela aproximou-se, lentamente. Apoiou os braços no corpo dele, abraçando-o com toda a força que conseguia e começou a chorar cada vez.
- Desculpa-me, por favor. – quase implorou, não conseguindo mais aguentar a dor no seu peito, que parecia que iria explodir a qualquer momento.
- Porquê Sophie? Porque é que me fizeste isto? – perguntou sem a olhar, mantendo o olhar fixo no cinzento que os rodeava.
- Desculpa-me Tom. – voltou a pedir, tentando que ele retribuísse o abraço que teimava em não quebrar. Ele afastou-a e levantou-se – desculpa-me. – ela chorava cada vez mais, sem conseguir controlar-se.
- Tu destruís-te o meu filho! Destruis-te uma parte de mim! Destrui-te o meu amor, destruis-te tudo! – gritou furioso, deixando de controlar o próprio corpo. Sentia uma raiva enorme, sentia uma mágoa enorme. Queria destruir tudo à sua volta, queria acabar contigo. Já não aguentava mais. Quando Sophie se tentou levantar, ele empurrou-a para o chão novamente, cego de raiva, de dor. Assim que atingiu novamente o chão molhado, ela encolheu o corpo, abraçando-se com a pouca força que possuía. Sentiu os pés de Tom atingirem-lhe o peito, a barriga e a cara. Sentiu a fúria dele sobre si mas foi incapaz de gritar, de ripostar contra ele. Foi incapaz de se mexer um milímetro para o impedir. Não queria saber do que se passava à sua volta. Já não se conseguia importar consigo própria. Ele estava mal e a culpa era toda dela.
Quando Tom finalmente parou e deu conta do que estava a fazer, engoliu em seco. Ajoelhou-se perto da namorada e levantou-se a cara ensanguentada, tentando que ela abrisse os olhos. Sem efeito. Limpou-lhe o sangue e mexeu-a lentamente, vendo-a cuspir sangue para o chão e abrir um dos olhos, para o voltar a fechar. Não demorou a deixar o seu corpo desmoronar-se para o lado, afastando-se das mãos do guitarrista. Ele queria falar, pedir-lhe todas as desculpas do mundo, mas a voz faltava-lhe. As lágrimas não conseguiam parar e foi aí que deu conta do que realmente sentia por ela. Sentia-se um monstro. Sentia-se um cobarde.
- Desculpa. – ela voltou a pedir entre soluços e com uma falta de ar visivelmente notória. O peito dela subia e descia a uma velocidade tão lenta, que ele chegou a pensar que ela não ia aguentar muito mais. Mas ao contrário do que ele temia e ela desejava, a respiração voltou ao normal minutos depois. Ela apoiou-se na terra para se levantar, caindo imediatamente a seguir, devido à falta de mobilidade numa das pernas. Ele tentou ajuda-la, mas ela afastou-o com dificuldade, arrastando o corpo pelo chão sujo até alcançar uma moça de água, onde passou as mãos, levando-as a seguir à cara, para limpar o sangue seco. Conseguiu levantar-se depois, vendo a mala caída no chão. Pegou apenas na carteira, deixando tudo o resto para trás. Não o olhou e não olhou a campa, enquanto se afastava. Assim que chegou à saída do cemitério, avistou a praça de táxis à sua frente. Caminhou até um deles e tapou a cara com o casaco, pedindo ao taxista que a levasse para casa. Estendeu todo o dinheiro que tinha na carteira, não querendo saber se o troco era quase superior ao valor da viagem. Não lhe importava.
Saiu perto de casa e caminhou o restante caminho a pé. Chegada a casa, deixou-se cair no chão da sala e apenas teve força para puxar a almofada para cima de si, numa frustrada tentativa de aquecer o corpo gélido. Mordeu o lábio e sentiu o sabor a sangue. Estendeu a mão e tacteou a perna de uma cadeira. Tentou levantar-se, mas só conseguiu que a cadeira lhe caísse em cima e a magoasse ainda mais. Perdeu as forças e fechou os olhos.

Tinha passado quase um mês.
Sophie permanecia fechada em casa, como tinha acontecido durante todo aquele período de tempo. Tinha um braço partido e engessado e arranhões em várias zonas do corpo. A cicatriz do lábio era já quase inexistente e a dor física não parecia importar-lhe minimamente. Estava cansada de lutar contra as lágrimas. Estava cansada de lutar contra o desejo que tinha de desaparecer. Britanny ia lá quase todos os dias e Sophie sabia tão bem como ela, que era apenas para se assegurar que a irmão não cometia nenhuma loucura. Mas nem para isso a morena tinha forças. Não tinha forças para viver, mas a morte dava demasiado trabalho.
Pouco faltava para a hora de almoço quando a porta se abriu. A de olhos esverdeados manteve-se sentada no sofá, fixando o vazio á sua volta. Ao contrário do que esperava, uma voz masculina fez-se ouvir. Reconheceu-a de imediato mas não teve coragem de o olhar. Levantou-se e tentou correr para o quarto, mas ele era mais rápido e conseguiu apanha-la a tempo. Encostou-a calmamente à parede e ela fechou os olhos com toda a força, começando a tremer. Ele afastou-se, assustado. Percebeu que aquilo não era só psicológico, mas também físico. Percebeu que ela tinha medo dele. Apesar de já não estar em contacto com ela, viu-a tapar a cara com as mãos e encolher o corpo, numa tentativa de se proteger de tudo o que ele pudesse fazer. Engoliu em seco e passou os dedos pelos braços despidos dela.
- E-eu não te vou bater, Sophie. – afirmou, a medo. Ela não se mexeu um milímetro e também não falou. Ele aproximou-se e abraçou-a contra o seu peito, não sendo correspondido. Ela largou os braços ao longo do corpo, fatídica. Ele puxou-a ligeiramente para si e pegou-a ao colo sem qualquer dificuldade, caminhando até ao sofá onde a deitou e lhe beijou repetidamente a testa – não tenhas medo de mim, por favor. – quase implorou, perante o silêncio dela. A voz saía-lhe rouca e a falta do comunicação visual começava a faze-lo perder as forças – desculpa o que te fiz. Eu já não sabia mais o que pensar, não tive controlo no qu-
- A culpa foi minha. – ela silabou numa voz quase inaudível e destreinada, afastando-se, para se encostar à outra ponta do sofá – tu odeias-me e eu mereci. – acrescentou, levantando-se desajeitamente – f-fica à vontade. Eu vou para dentro. – ela finalizou sem sentimento algum, apoiando-se na parede para caminhar até ao quarto. Uma lágrima escorreu pelo rosto de Tom. Já não tinha forças para aguentar tudo aquilo.
Abraçou as pernas flectidas sobre o sofá e deixou-se invadir pelas lágrimas novamente. Sentia-se pior, pior que nunca. Um vazio formava-se no seu peito, apertando-o com toda a força. Ele já não sabia o que pensar, o que sentir. Já não tinha coragem para enfrentar mais dificuldades, para viver intensamente, como sempre fazia. Já não tinha a mulher que amava, nunca tinha visto o seu filho e tinha batido numa rapariga. Sophie tinha medo dele, o filho estava enterrado e a falta de ar começava seriamente a afectá-lo.
Ele precisava de fazer as pazes, precisava de voltar a sentir o amor da morena. Precisava das palavras carinhosas e dos abraços sentidos. Precisava dela.


Capítulo XVI

Ouvia-a chorar também.
Sabia o que ela sentia, ou pelo menos achava que sabia. Ela não tido opção, não tinha tido força para ter um filho com treze anos. Engoliu em seco e relembrou as primeiras vezes de ambos, juntos. Lembrou-se de como era raro utilizarem o tão famoso acessório de látex, pois a verdade é que nenhum dos dois o apreciava. Quando acabaram, Tom foi embora, sem qualquer explicação. Estava farto de estar preso a uma rapariga, fosse ela Sophie ou não. Já não existia a mesma atracão de ambos, ela não o satisfazia do mesmo modo que as raparigas mais velhas. E tudo o que ele queria naquele momento era satisfação, prazer, sexo.
- Fui tão estúpido. – suspirou para si próprio, infeliz. Perturbado. Não havia muito mais a dizer. Desejava voltar atrás, desejava poder ter ficado ao lado na namorada em todas as alturas da sua vida. Mas não tinha conseguido e agora reprimia-se por isso. Mas agora, já não havia nada a fazer.
Levantou-se calmamente e dirigiu-se ao quarto. Ouviu a água correr e percebeu que a morena estava a tomar banho. Fechou a porta do quarto sem fazer barulho e abriu a da casa-de-banho privativa, vendo os vidros da banheira embaciados pela água morna que lhe escorria pelo corpo. Mordeu o lábio. Encostou de novo a porta e regressou ao quarto, onde se desproveu das calças de ganga, dos ténis e das meias. Tirou também o casaco e o gorro, deixando que as suas tranças negras caíssem pelos ombros e costas. Voltou a abrir a porta da casa de banho e observou o corpo dela desfigurado pelos vidros molhados. Sentiu o desejo – e algo mais do que isso – crescer-lhe nas veias e abriu a porta sem fazer qualquer barulho. Ouviu o barulho da água misturar-se com as lágrimas da rapariga e abraçou-a por trás. Ela estremeceu nos seus braços e voltou-se lentamente para ele, revelando os olhos inchados e o lábio ainda dorido. Chegou-se mais a ela e beijou-lhe suavemente os lábios, acariciando-lhe as costas despidas enquanto a encostava ao seu peito. Ela chorou compulsivamente, acabando por rodear a cintura dele com os braços, colocando-os por dentro da camisola e olhou-o nos olhos, como se pedisse permissão para a tirar. Ele assentiu, com um sorriso pequeno e ela removeu-lhe a peça de roupa para o voltar a beijar.
- Eu.. – começou ele perturbado, sem ter coragem de continuar. Ela suspirou e afastou-se dele o suficiente para os seus olhares se cruzarem, num misto de sentimentos fortes, que apenas serviam como barreira entre eles.
- Continua, por favor. – ela pediu. Precisava de saber o que ele sentia, precisava que ele lhe dissesse tudo o que havia para dizer.
- Eu amo-te, tu sabes. – continuou, respirando fundo – como nunca amei ninguém. Aquilo que aconteceu, foi mau. Foi muito mau. Uma parte de mim morreu e está enterrada. Eu nunca vou olhar para a cara do meu filho, nunca lhe vou chamar Tom e colocá-lo na cama. Nunca vamos passear ao Domingo como uma família e nunca o vou ver sorrir.
As lágrimas invadiram o rosto de Sophie, enquanto ela cravava os dedos finos na torneira de aço. Mordeu o lábio magoado, tentando abafar os soluços provenientes do choro. Ele tocou-lhe no braço, fazendo os seus dedos deslizar por eles abaixo, alcançando a sua mão. Entrelaçou os dedos com ela e puxou-a de novo para si, para a encostar ao seu peito. A morena fechou os olhos, deixando-se acalmar pelo bater do coração do guitarrista. Ele acariciou-lhe os cabelos molhados e deu-lhe pequenos beijos na testa.

- Apesar disso, eu estou disposto a tentar. Eu não te quero perder – sussurrou-lhe ao ouvido, dando-lhe um pequeno beijo no lóbulo da orelha depois – o que aconteceu é passado. Eu não quero deixar que isso afecte o nosso presente e muito menos o nosso futuro.
- Futuro.. – ela repetiu, baixinho. Ele percorreu-lhe as curvas com as mãos, de um jeito pouco sexual. Fez-lhe uma carícia na nuca e um arrepio percorreu a sua espinha quando os dedos suaves dela traçaram linhas nos seus abdominais. Puxou-lhe suavemente o queixo para cima, pousando os lábios nos dela depois. Encostou-a à parede fria e colou o seu corpo ao dela, para a aquecer. Ela prolongou o beijo, tão calmamente como se fosse o primeiro. Abraçaram-se no fim.
- Eu nunca quis ter uma família com mais ninguém. – ele acresceu docemente, olhando-a nos olhos – eu nunca pensei em ter um filho, uma casa e uma relação a sério com mais ninguém. Eu nunca amei ninguém assim. Só a ti, mulher da minha vida.
- Eu amo-te tanto Tom. – disse-lhe do mesmo modo, passando a mão pelas faces rosadas do de tranças. Ele fechou os olhos ao sentir a sua excitação roçar na zona intima da namorada. Ela voltou a beija-lo, enquanto lhe retirava a ultima peça de roupa e a deixava no chão da banheira. Ele entrou dentro dela sem demoras, apesar da lentidão com que o fazia. Pegou-a pelas ancas, enquanto as suas pernas lhe abraçavam a cintura. O gesso não dava qualquer jeito ali, mas isso não parecia importar. Estavam juntos e isso sim era de valor.
- Eu amo-te da mesma maneira. – confirmou seguro, enquanto aumentava a velocidade das penetrações.
- Eu sei. – ela assegurou, para depois ele sair da banheira com ela ao colo, levando-a para o quarto. Pousou-a na cama e encheu todo o seu corpo de beijos meigos e suaves, vendo-a retribuir o gesto depois. Não existiu um orgasmo final, mas ambos se deram por satisfeitos quando, por uma das raras vezes, não adormeceram. Conversaram abertamente sobre o passado e Sophie contou-lhe tudo o que tinha sentido, como tinha feito e como ainda hoje isso a atormentava. Trocaram juras de amor eterno e prometeram-se mutuamente que o que se havia passado não voltaria a interferir entre eles. Depois dela lhe explicar que não tinha a certeza da relação de ambos, ele resolveu não insistir. Não valia a pena pressiona-la daquela maneira, sabendo que ela se sentia suficientemente mal com tudo aquilo. Ficaram abraçados e a trocarem pequenos beijos durante toda a tarde. Depois de jantar, Tom regressou a casa.

Era a manhã do dia seguinte.
Tom estava a dormir quando Britanny entrou pelo quarto a dentro, a correr. Acordou o guitarrista, que a olhou sobressaltado e confuso. A expressão da irmã de Sophie mostrava um ar chocado, completamente desnorteado com a pressão que a rapariga exercia nas suas mãos para o fazer olhá-la.
- Onde está a Sophie Tom, onde? – quase gritou, enquanto ele esfregava os olhos para se manter acordado – onde está a minha irmã Tom? – elevou ainda mais o tom de voz, empurrando o rapaz pelos ombros de um modo agressivo enquanto o abanava várias vezes e soltava pequenos gritinhos.
- Calma, fodasse! – ele respondeu do mesmo modo, agarrando as mãos da rapariga e afastando-a de si. Abanou a cabeça negativamente – não sei da Sophie. Mas porquê?
- Ela não está em casa, não responde às mensagens e – hesitou por momentos, suspirando. Ele olhou-a impaciente, enquanto a via pegar na mala e tirar de lá um objecto que à primeira vista lhe parecia desconhecido. Mas logo depois reconheceu-o e engoliu em seco – encontrei isto na casa-de-banho. – mordeu o lábio e estendeu-lhe o teste de gravidez.
Ele pegou-o e desviou o olhar entre a loura e o pequeno objecto – é positivo? – perguntou, ainda chocado.
- Sim. – ela respondeu de imediato, olhando-o nos olhos. Abraçaram-se com força, enquanto a garganta de Tom secava imediatamente e uma lágrima escorria pela sua face – tem calma. Encontra-a.
- Eu não os posso perder. Não novamente.
Ela assentiu e saiu do quarto, enquanto ele pegava numas calças e as vestia apressado, conjugando depois com uma sweetshirt azul escura e um casaco branco. Colocou um lenço e uns ténis e prendeu as tranças, saindo a correr em seguida. Pegou nas chaves do carro e conduziu até à praia. Sabia que era lá que ela se sentia bem, se sentia em paz. Fora lá que trocaram o primeiro beijo, que ele a pedira em namoro e onde acabaram. Fora lá que fizeram amor pela primeira vez. Estacionou o carro e desceu as escadas de madeira, avistando-a ao longe, sentada numa rocha. Não havia pressa, ela não iria fugir. Aproximou-se devagar e ela olhou-o, com um sorriso triste nos lábios. A maré estava cheia e a água batia diversas vezes nas rochas, pingando-lhes os casacos e os ténis. O cheiro a maresia e o vento que se formava ao longe e lhes acariciava a face, só ajudava a criar um ambiente diferente, pacifico. Os dedos entrelaçaram-se assim que ele se sentou ao seu lado. Colocou o braço em volta dos ombros dela e puxou-a para si. Ela encostou a cabeça no ombro dele e ele beijou-lhe a testa, sorrindo.
- Vamos chamar-lhe Tom, não vamos? – procurou assegurar, acariciando-lhe a bochecha com o nariz molhado pelas gotas de água salgada que saltavam ao atingir o monte de rochas ao seu lado – eu gostava de lhe chamar Tom, se também o quiseres.
- Sim, vamos chamar-lhe Tom. – ela respondeu de um modo infantil, afastando a mão dele do seu rosto para a colocar no seu ventre – sei disso à cerca de 3 meses.
- Vai correr tudo bem. – garantiu-lhe, beijando-lhe depois os lábios, apaixonadamente. As suas línguas tocaram-se e ele estendeu-se nas rochas, com ela ao seu lado – desta vez vai correr tudo bem.
- Prometes? – murmurou-lhe ao ouvido, deslizando os lábios ao longo da sua bochecha depois – prometes mesmo?
- Sim, prometo-te.
- Amo-te. – a morena disse, olhando-o nos olhos para depois lhe beijar novamente os lábios carnudos, abraçando-lhe a cintura – amo-te tanto Tom. Quero tanto ficar contigo.
- Eu nunca mais te vou largar. – sorriu, fazendo-a sorrir também. Trocaram um último beijo apaixonado, enquanto as mãos dele se preparavam para lhe acariciar a barriga, onde o fruto da relação de ambos se começava a desenvolver.

FIM.

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sex 30 Abr 2010, 16:29

Ohhh *-*
também quero o meu final assim, fofinho, mas sem bebés! isso não. xD
agora a sério, adorei e espero pela próxima! =D
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Margaridaa'

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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 01 Maio 2010, 12:29

hm, linda linda :3
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Sab 01 Maio 2010, 15:58

OPÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ! que amoooooooor
eu queria mais bolaaaas.
enfim, amo-te mto mipdmvf e tu escreves maravilhosamente bem (:
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   Dom 02 Maio 2010, 17:21

uau o fim ficou mesmo excelente Smile

apesar da má notícia acabou tudo bem Very Happy

fico à espera de mais ^^
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MensagemAssunto: Re: tired of being sorry. (quinze e dezasseis) FIM   

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